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quinta-feira, 28 de outubro de 2010



 Os Monges do Asfalto





Os Monges sempre foram figuras enigmáticas do imaginário do homem, sempre com seu ar de suspense, carregando em seu visual místico sua marcante característica de recolhimento reflexivo. A proposta do cristianismo "moderno" é que sejamos modelos diferenciais para um mundo carente de ideal, e os monges por muito tempo ocuparam de forma magnifica essa necessidade da igreja, ainda hoje essas congregações representam ao mundo o principal modelo de santidade, visto que no hagiológio católico, 99% dos santos que o componhem foram monges, freiras, e/ou padres. Porem, diante de uma necessidade contemporanea, e tecnológica moderna, surge um novo personagem, que categoricamente chamarei de Monges do Asfalto. Aqueles que João Paulo II chamou de Santos de Calça Jeans, a geração Y, a juventude, os cool(s) os descolados, a esses a Igreja os convida a ser, a nova geração de santos, santos que vão ao cinema, bebam Guaraná, e jogam futebol com a turma, santos que gostem de motovelocidade (com responsabilidade), santos que frequentem bibliotecas, salas de vídeos, lachonetes, que ouçam Rock In Roll, santos que tenham a coragem e a capacidade de transforma o mundo.
Não somos os burgueses sem religião, como propõe a Legião Urbana, nem somos os Bichos revoltados, como foi cantado por Lobão, nem somos manifestantes de armas e rosas nas mãos, que caminham cantando a mesma canção, não somos os mesmos e nem queremos viver como os nossos pais como cantou Maria Betânia, somos uma geração que acima de tudo proclama que é possível ser de Deus e promover a paz, somos Os Monges Do Asfalto