Os Monges do Asfalto


Os Monges sempre foram figuras enigmáticas do imaginário do homem, sempre com seu ar de suspense, carregando em seu visual místico sua marcante característica de recolhimento reflexivo. A proposta do cristianismo "moderno" é que sejamos modelos diferenciais para um mundo carente de ideal, e os monges por muito tempo ocuparam de forma magnifica essa necessidade da igreja, ainda hoje essas congregações representam ao mundo o principal modelo de santidade, visto que no hagiológio católico, 99% dos santos que o componhem foram monges, freiras, e/ou padres. Porem, diante de uma necessidade contemporanea, e tecnológica moderna, surge um novo personagem, que categoricamente chamarei de Monges do Asfalto. Aqueles que João Paulo II chamou de Santos de Calça Jeans, a geração Y, a juventude, os cool(s) os descolados, a esses a Igreja os convida a ser, a nova geração de santos, santos que vão ao cinema, bebam Guaraná, e jogam futebol com a turma, santos que gostem de motovelocidade (com responsabilidade), santos que frequentem bibliotecas, salas de vídeos, lachonetes, que ouçam Rock In Roll, santos que tenham a coragem e a capacidade de transforma o mundo. Não somos os burgueses sem religião, como propõe a Legião Urbana, nem somos os Bichos revoltados, como foi cantado por Lobão, nem somos manifestantes de armas e rosas nas mãos, que caminham cantando a mesma canção, não somos os mesmos e nem queremos viver como os nossos pais como cantou Maria Betânia, somos uma geração que acima de tudo proclama que é possível ser de Deus e promover a paz, somos Os Monges Do Asfalto
Nenhum comentário:
Postar um comentário