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sexta-feira, 25 de março de 2011

Fernanda Brum se converteu ao catolicismo?



Me assustei ao ler o link em um site católico, "Fernanda Brum se converteu..." Como assim? Se converteu?Daí descobri que se trata de uma letra de uma canção composta e interpretada por ela, que fala sobre Maria. É de se assustar mesmo, vindo de uma cantora evangélica, sobretudo de grande renome no meio protestante. Eles falam de Zaquel, de Moisés, de Davi, mas relutam em citar a mãe de Jesus, essa atitude merece meu respeito e valor e foi um golaço para a unidade dos cristãos.

A cantora Fernanda Brum, de renome do cenário gospel gravou uma canção em seu mais novo cd "Celebrando o Natal", cuja letra, fala sobre Maria a mãe de Jesus. Fernanda Brum, é uma cantora de grande destaque no mundo evangélico, foi descoberta pela também cantora evangélica Shirley Carvalhaes. Contratada pela gravadora gospel MK e após gravar seu disco Feliz de vez, tornou se nacionalmente conhecida pelo publico evangélico, católico e também secular, vindo assim a participar de vários programas de televisão, como Raul Gil, Domingão do Faustão entre outros.
 Ao longo de sua carreira, conseguiu vender milhões de cópias de seus álbuns, até o momento produziu cerca de 14 CD's, sendo 8 deles individuais, recebeu várias premiações de destaque pelas composições divinas e pela sua linda voz grave.

No ultimos dias tem sido muito comentado na Internet o fato de essa excelente cantora gospel ter colocado no repertório de seu cd "Celebrando o Natal", uma canção "mariana" ou seja, letra que fale das virtudes daquela que foi a mãe do salvador. Segundo o teólogo e ministro de música padre Joãozinho, o fato não é para se criar polémicas, pois os cantores que se dizem evangélicos, não teriam nenhum problema em cantar o evangelho por completo, e Maria está no evangelho, que aliás a letra da canção retrata lindamente o 1° capitulo de Lucas que fala dessa mulher em questão. Veja o vídeo na integra.
http://www.youtube.com/watch?v=yQqRiVt_OEc&feature=related ,

a letra é a seguinte:

Era uma mulher sensível 
 A Deus a serva submissa
Viveu ao Senhor sempre rendida 
Bendita entre as mulheres
Exemplo será pra sempre 
Bendito é o fruto do seu ventre
Alcançou graça no Senhor
Ela disse em seu coração
Engrandece alma minha
A meu Deus e meu Salvador
Pois sua graça e misericórdia
São de geração
Em geração
O anjo de Deus lhe disse
Não temas és escolhida
E a ti um favor foi concedido 
Teu filho será investido
De glória e poder divino
Virá salvação desse menino


O fato está tão comentado que se fizermos um teste e digitar no google o nome da cantora, entre as opções estará, Fernanda Brum e Maria, não sei se a cantora esperava toda essa repercussão, mas deu certo, o único pesar que tenho, é que o fato, que está sendo celebrado pelos católicos como um ponto a mais para o dialogo, religioso entre os cristãos, por lado alguns evangélicos estão horrorizados.
Mas tudo bem! Ainda estamos muito longe do grande sonho de Deus "que todos sejam um" mas estamos dando passos consideráveis, e atitudes como essas serão por mim, sempre lembrados nesse singelo blog, um abraço Fernanda, Deus abençoe seu ministério.

Claudio Roberto da Silva.
Pregador e Escritor Católico

sábado, 19 de março de 2011

10 Dicas para se voltar à essencia

Nestes utimos anos, tive a oportunidade de trabalhar na evangelização de jovens nas diversas pastorais e movimentos da igreja; trabalhei com o Ministerio Jovem,(MJ RCC) com a Pastoral da Juventude(PJ), com o Encontro da Amizade(EA), além de ter ministrado aulas de crisma. Sem contar nas contribuições que a vezes dou aos meus alunos do ensino médio. Por muitas vezes fui surpriendido por eles perguntando-me, como deveriam fazer para voltar ao fervor do primeiro contato com Deus, e como manter a chama desse amor acesa. Alimentado por esse anseio, quiz escrever-lhes algo que lhes incassem o caminho, uma direção, logo pensei, existem tantas "10 maneiras" de fazer isso, "10 maneiras de consegui aquilo", então vou formatar meu conselho em 10 tópicos para que soe mais como um bate papo, e não como alguem querendo ensinar ou impor alguma coisa. Lembrem se, antes de colocá los nos arquivos de meu PC, cumpri passo a passo desses 10 conselhos.
1. Comece. Parece obvio, mas o primeiro passo mesmo é começar, se convença da necessidade, conserve uma alma humilde e penitente, quebre com conceitos de prepotência: de que eu posso tudo, eu consigo tudo, diga para o seu interior “Sem Deus eu não posso mais caminhar, eu necessito de voltar para Deus, Sinto saudades de estar com Deus, eu quero voltar ao primeiro amor”.

2. Procure reaproximar daqueles amigos antigos que não fazem mais parte do seu convívio. Reate a amizade com eles, e nas conversas, procure falar dos momentos bons de empolgação na caminhada de igreja, das loucuras que fizeram juntos, das vigílias, dos encontros, das inúmeras vezes que andavam distancias longas para participar de um louvor ou uma pregação, das reuniões com os padres, e das comunidades.

3. Passe a ouvir canções e hinos antigos, sobretudo aquelas escutadas no tempo da infância espiritual, nos tempos da catequese. Vá a uma loja de artigos religiosos e compre um desses CDS ou arrume emprestado. Tente se lembrar qual a canção te tocou mais na sua primeira experiência de oração, ou outro encontro qualquer que tenha sido marcante para você. Traga essas musicas de novo ao seu quotidiano. Uma dica! As bandas que hoje fazem sucesso, já foram muito mais inspiradas em suas canções, procure ouvir seus primeiros Cds. Ex: Vida Reluz da capa azul, Banda Nova Aliança O tempo, Padre Fabio de Mello De Deus um cantador, Padre Zezinho Um certo Galileu, Rosa de Saron Diante da Cruz e outros.

4. Esse talvez seja o conselho mais eficaz. Procure se aproximar ao maximo dos Neo-Catecúmenos, ou seja, dos novos-convertidos, aqueles que estão com a emoção à flor da pele, esses que se emocionam em qualquer momento de oração. Não digo que a emoção seja tudo no campo espiritual, mas quando perdemos ela, tudo fica pior. Não tente repreendê-los ou corrigi-los em seus exageros, não queira persuadi-los com seu “vasto” conhecimento de igreja, apenas esteja perto, converse sobre a experiência pessoal que ele está tendo, peça - o para testemunha-la a você.

5. Leia regularmente as suas anotações antigas, aquelas que nos encontros, registrávamos nos cantos da bíblia, num caderno ou num papel qualquer. Folhei as apostilas dos primeiros encontros, procure os assuntos que já estudou. Procure em sua bíblia as partes que estão grifadas com caneta, ou marca texto, e leia-as novamente.

6. Faça amizade com um padre, convide-o para um café, um bate papo, faça dele um amigo confidente, diretor espiritual, peça que o ajude neste trajeto. Encare isso como uma aventura espiritual.

7. Não procure explicações teológicas para a simplicidade. Deus é simples (Emir Nogueira). Se afaste de “amizades” pessimistas, ou de más influencias. Não culpe Deus pelos desastres da vida, lembre-se, o Cristo se fez vítima de todos, para que entendamos que ele é quem mais sofre com o sofrimento da humanidade, e todo esse sofrimento existe pelo fato de nós mesmos fazermos nossas escolhas.

8. No decorrer desse processo, se ajunte pelo menos uma vez às “velhinhas rezadeiras” da igreja, e reze com elas, escutes suas histórias, suas conversas e seus causos. De igual forma, se junte ao grupo daqueles anônimos que capinam o terreno da igreja, e lavam os bancos. Vai perceber que Deus, no anonimato da vida, nunca deixou de preparar tudo para o nosso bem viver, mesmo estando nós distantes de sua vontade.

9. Faça uma visita a um santuário, a um mosteiro ou outro lugar eucarístico, se possível, aqueles mais distantes, e sem muitas pessoas por perto (Ex: Satuario Diocesano Nª Sª. Da Piedade - Corrego Alto. Mosteiro das Irmãs Carmelitas – Contente) Fique um pouco sozinho e em profundo silencio, e deixe que o seu interior te convença da necessidade de buscar o Transcendente. Deixe Deus te falar no silencio. “A paz que eu sempre quis, estava no silencio que eu nunca fiz” (Walmir Alencar-Vida Reluz CD Obra Nova).

10. Efim, esteja sempre disposto a recomeçar esse trajeto, nunca ache que foi longe demais e não pode mais voltar, e nem pense que está muito perto e não necessita mais se aproximar. Boa viagem até a próxima vez.


Claudio Roberto da Silva.
Escritor e professor

terça-feira, 1 de março de 2011

Catolicismo vs Protestantismo


Relato surpriendente. A tragetória de um ex-protestante de volta ao catolicismo

Meu nome é Scott Hahn eu era ministro presbiteriano e havia tirado umas longas férias sabáticas porque precisava de tempo para estudar, orar e refletir. Ao longo de vários anos – e muito ao arrepio da minha profunda formação calvinista e evangélica -, as minhas leituras vinham-me abrindo caminho para um modo católico de pensar. Quanto mais profundamente estudava as Escrituras, a teologia e a história, e quanto mais intensamente orava, mais inexoravel­mente a minha mente era arrastada para o catolicismo.
No entanto, a minha experiência da fé católica limitava-se quase exclusivamente aos livros. Tinha vivido a maior parte da minha juventude, a partir dos quinze anos, em ambientes predominantemente (e ardentemente) protestantes – primeiro como estudante em um pequeno colégio particular, depois em um renomado seminário evangélico e, por fim, como pastor e professor em algumas pequenas igrejas e escolas confessionais. Em todos esses lugares, encontrei um companheirismo afetuoso, liderança inspirada e um culto fervoroso.
Por outro lado, os meus poucos contatos – fora dos livros – com pessoas que se declaravam católicas não tinham sido nada edificantes. Haviam-se dado, na maior parte, durante a adolescência, e principalmente com jovens que eram tão delinqüentes como eu o fora antes de aceitar Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador.
Agora, era um adulto às voltas com uma crise de adultos. Era um protestante devoto, um ministro ordenado que achava os argumentos católicos algo mais do que persuasivos – achava-os irrefutáveis. E enfrentava uma luta entre tudo o que eu amava do meu passado protestante e tudo o que começava a entender sobre a fé católica. Nos evangélicos que conhe­cia, encontrava uma profunda devoção a Jesus Cristo … , um humilde à vontade nos caminhos da oração … , uma extraordinária ética do trabalho … , um zelo pela cristianização da cultura … e um apaixonado interesse pelas Escrituras. Esta última qualidade era sumamente importante para mim como pregador da Palavra de Deus e jovem teólogo bíblico. Na doutrina católica, porém, encontrava uma coerência, autenticidade e força irresistíveis.
Mas tinha sido a Bíblia que me levara a essa crise. No começo, quis entender a “teologia da aliança” dos primeiros reformadores protestantes, e a minha pesquisa levou-me a descobrir que João Calvino e Martinho Lutero, especialmente, eram muito mais “católicos” na sua doutrina do que os seus atuais descendentes. Calvino e Lutero conduziram-me a determinadas passagens das Escrituras que diziam respeito aos sacramentos, à hierarquia e autoridade da Igreja, e mesmo à doutrina mariana, mas levaram-me igualmente aos Padres da Igreja, os mais antigos comentaristas da Bíblia. E foi lá, nos escritos dos primeiros Padres, que esbarrei com uma Igreja que só podia ser descrita como Católica. Era litúrgica, hierárquica, sacramental. Era Católica, mas também continha tudo o que eu amava na tradição da Reforma: uma profunda devoção a Jesus, uma vida de oração espontânea, o zelo por transformar a cultura e, é claro, um amor ardente à Escritura.
Até então, porém, essa Igreja só era real para mim nos livros poeirentos que lia. Onde estavam, queria eu saber, onde estavam os fiéis católicos comuns que viviam desse modo?
Aparentemente, estavam à minha espera em Milwaukee.
Cheguei à Marquette University, para os meus estudos de graduação em teologia, com altas esperanças, mas baixas expectativas. Logo encontrei, porém, graça sobre graça.
Deparei com um sacerdote amável e brilhante que se mostrou disposto a conversar comigo sobre teologia até altas horas da noite. Contou-me sobre a sua formação em um lar polonês-americano, em que os membros da família se cumprimentavam habitualmente com frases das Sagradas Escrituras. No entanto – disse de mim para mim -, esse não era lá um católico muito comum. Tinha-se doutorado em uma universidade romana, tinha trabalhado uma temporada como funcionário do Vaticano e corria a voz (com razão, como depois se veio a confirmar) de que estava a caminho de ser feito bispo.
Depois, comecei a encontrar outros católicos que revelavam as mesmas qualidades – concretamente, um que estudava Filosofia Política, outro Odontologia. O que mais me impressionou foi que ambos traziam uma pequena Bíblia no bolso. Não era raro vê-Ias sentados na igreja lendo as Escrituras. Quando Ihes pedia que me ajudassem a entender um ponto de doutrina, puxavam do pequeno livro para fundamentar o que diziam. Pensei comigo: Estes são homens que lêem a vida de Jesus Cristo – e a lêem a fundo”.
Finalmente Scott Hahn converteu-se ao Catolicismo em 1986 e tornou-se professor de Teologia Bíblica na Universidade Franciscana de Steubenville, catedrático em Teologia Bíblica e Proclamação Litúrgica no Seminário de São Vicente na Pensilvânia